Iguape recebe a exposição fotográfica “Jongo no Sudeste”

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O evento é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e segue até o dia 08 de novembro na Casa do Patrimônio do Vale do Ribeira. Trata-se da exposição de 50 imagens que mostram as rodas, danças e o bater dos tambores da forma de expressão. As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim, nos municípios de Campinas, São José dos Campos, Guaratinguetá e Piquete.

O Jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia. É realizado nos quintais das periferias urbanas e em algumas comunidades rurais. Acontece em festas juninas, Festas do Divino, celebrações de santos católicos e divindades afro-brasileiras e nos dias 13 de maio para lembrar a abolição da escravatura.

No Brasil, o Jongo passou a ser praticado entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba. É uma forma de comunicação desenvolvida durante a escravidão. Serviu também como estratégia de sobrevivência e circulação de informações codificadas de fatos acontecidos entre os antigos escravos.

O Jongo do Sudeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2005, dentro da categoria de Patrimônio Imaterial e abrange comunidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Em São Paulo, foram contemplados por ações de salvaguarda do IPHAN os grupos: Jongo de Quilombolas e Jongo do Tamandaré do município de Guaratinguetá, Jongo de Piquete do município de Piquete, Jongo Mistura da Raça do município de São José dos Campos e Jongo Dito Ribeiro do município de Campinas.

Serviço:
Exposição fotográfica Jongo no Sudeste – SP
Local: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira
Endereço: Rua 15 de Novembro 218 – Centro Histórico – Iguape/SP
Período: 9 de outubro a 8 de novembro