Matéria no G1

 

Carnavais tradicionais e exóticos sobrevivem no interior e no litoral de SP

Thiago Reis Do G1, em São Paulo

 

” ……………..

Já em Iguape,  a 200 quilômetros da capital paulista, o carnaval só termina quando, em plena madrugada da Quarta-feira de Cinzas, os ainda animados brincalhões se agarram a uma corda e saem pelas ruas da cidade batendo nas janelas, aos gritos de “a…corda”. Os que despertam se juntam ao grupo. É o bloco A corda.


“É preciso ressaltar que, mesmo com a globalização e a industrialização, a profecia apocalíptica de que todas essas manifestações iam desaparecer não se concretizou. Pelo contrário: esse processo só fez com que as pessoas quisessem reconhecer e preservar aquilo que ajuda a mostrar quem elas são”, diz Toninho Macedo, presidente da Comissão Paulista de Folclore e diretor-cultural da Abaçaí (Organização Social de Cultura).


Só no estado de São Paulo, segundo ele, 32 cidades têm desfiles de bonecões. “Por que só se fala em Olinda? Pelo mesmo motivo que só se fala nos desfiles do Rio e de São Paulo e na festa na Bahia: nesses locais há patrocínio, dinheiro, e uma intensa divulgação”, diz. Apesar disso, essas cidades ainda conseguem atrair público.


Iguape, por exemplo, tem sua população de 30 mil pessoas quadruplicada nesta época do ano. Cerca de 120 mil participam dos tradicionais blocos. E o município está satisfeito com esse número. “É um carnaval com suas particularidades. Então a divulgação é direcionada mesmo a um público específico. A cidade é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Então as pessoas que vêm têm interesse em conhecer o centro histórico e a cultura popular”, conta o secretário da Cultura de Iguape, Carlos Alberto Pereira Jr.


Iguape abriga o Bloco da Chaleira, que está completando 100 anos. Em 2010, o bloco fará uma homenagem aos vapores típicos do Vale do Ribeira na época em que eram feitos trajetos pelo rio. A típica marchinha dá o tom da festividade. O Bloco do Boi Tatá também arrasta uma multidão com a cantoria “É o boi, é o boi”.


Um outro famoso bloco da cidade é o do Litro. “Nele, só toca música tradicional. Cerca de 2.000 pessoas seguem atrás. Durante o percurso, um litro enorme vai baixando e as pessoas vão bebendo. É uma bebida feita de cachaça da região curtida em uma folha que fica na beira da praia, a cataia. A folha dá uma sensação de amortecimento na boca e aí o pessoal vai bebendo muito”, brinca o secretário da Cultura.


…………….. “

Clique aqui e acesse o link oficial, do site G1 da Globo.com  

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *