Projeto Memórias Urbanas pretende promover a valorização das memórias e do patrimônio cultural local em Iguape

Em parceria com a Prefeitura de Iguape, Iphan – Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Universidade de São Paulo (Curso de Geografia), a Casa de Patrimônio do Vale do Ribeira, recebeu nos meses de agosto e setembro representantes da comunidade iguapense que participaram do evento Rodas de Memórias.

A Casa do Patrimônio fica no Centro Histórico de Iguape promovendo a preservação do patrimônio material e imaterial da Região. As Rodas de Memórias foram encontros de representantes de vários segmentos da sociedade de Iguape e Região para relatos da vida, causos e histórias do passado e da realidade presente do Vale e suas relações com o Rio Ribeira e a cultura tradicional local.

Dividido em quarto temas: Cultura Caiçara, Quilombos do Ribeira, Histórias de Pedra e Cal e Águas de Iguape, o Projeto “Memórias Urbanas”, tem como objetivo aproximar o trabalho desenvolvido na universidade com as ações de proteção e valorização do patrimônio cultural brasileiro.

Iguape teve seu centro histórico reconhecido como patrimônio cultural brasileiro em julho de 2009, correspondendo ao primeiro centro histórico paulista tombado pelo Iphan, com isso, o Projeto Memórias Urbanas pretende promover a valorização das memórias e do patrimônio cultural local, registrar e documentar a memória urbana a partir da fala de seus próprios moradores e fortalecer o vínculo da comunidade com o seu patrimônio cultural, motivando o reconhecimento de sua importância e incentivando a participação social em sua proteção.

Os encontros foram registrados em vídeo e colocados ao vivo pela internet. Além disso, será editado um livro com as histórias e relatos dos encontros. “Mais tarde, isso servirá de base para as escolas do município e para todos aqueles que amam a sua história”, disse Carlos Júnior, Diretor de Cultura da Prefeitura. Professores da rede pública de Iguape, alunos e convidados participaram como ouvintes da Rodas de Memórias. A prefeita de Iguape Maria Elizabeth Negrão Silva ressaltou a importância dos encontros. Nossa luta para garantir o tombamento de nosso acervo histórico pode não servir de nada se não cultivarmos a cultura preservacionistas para assegurar a perenização de nossas tradições. Ouvi histórias maravilhosas que me remeteram à minha chegada a Iguape e tudo o que encontrei por aqui. Os jovens precisam também ouvir essas histórias para valorizar nosso passado e pensar bem sobre nosso futuro”, ressaltou a prefeita.

 

 

 

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